Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. - 1 Pedro 4:10 NVI

O Apóstolo Pedro ensinou que todos tem um dom, tem a sua expressão da graça de Deus, e que todos têm a responsabilidade de “administrar fielmente” o seu dom. No próximo versículo, ele deu dois exemplos de dons: dons de proclamação e dons de ministração, ambos capacitados pelo poder do Espírito Santo.

A palavra "dom" usado aqui pelo Apóstolo é a palavra "charisma" - pequenas expressões da graça de Deus - que é a mesma palavra utilizada por Paulo quando ele descreveu os dons do Espírito Santo em 1 Coríntios capítulo 12 versículo 4: "Ha diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo".

Cada um de nós tem um dom, um "charisma", uma pequena expressão da graça (no Grego "charis") de Deus. Mesmo que cada dom seja diferente, todos vêm do mesmo Espírito e têm o mesmo propósito, que nós podemos ver no próximo versículo da epístola de Pedro:

"Se alguém fala, faço-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre. Amém."

O propósito de todos os dons é para que o Senhor Jesus e Deus o Pai sejam glorificados. Nós podemos revelar um pouco mais da glória de Deus neste mundo, quando usamos o dom que Ele nos deu para trazer honra e glória ao Seu nome.

Em versículo 10, Pedro utiliza uma frase, que na versão de Almeida foi traduzida como "a multiforme graça de Deus", ou, na NVI, "a graça de Deus em suas múltiplas formas". Precisamos entender que os dons que Deus deu a Seu povo não são todos iguais, não são cópias um do outro. Cada dom é uma expressão individual e única da graça de Deus, refletida através da vida, personalidade e temperamento daquele que o recebeu.

Eu sei que o dom que Deus me deu para ministrar é unicamente meu. É algo que eu recebi para que eu posso dar honra e glória ao nome do Senhor Jesus. Eu não posso exigir que outros ministram na mesma forma e com a mesma unção que eu tenho, nem posso tentar encaixar o meu dom dentro da unção ou modelo de ministração que uma outra pessoa tivesse. Eu preciso ser quem eu sou em Cristo, por que a forma da Sua graça que Ele me deu pode se expressar através de mim, e assim, O glorificar.

Creio que o corpo de Cristo, a igreja mundial, pode ser comparado a um diamante, com suas múltiplas facetas. Dependente da reflexão e refração da luz numa determinada faceta, o diamante brilhará de uma forma diferente.

Cada um nós somos como as facetas - pequenas faces - do diamante, e devemos refletir Jesus de acordo com o nosso dom, para expressar e manifestar a Sua glória neste mundo. Devemos cumprir o mandamento do Senhor Jesus: "Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus" (Mateus 5:16).

É por este motivo que Paulo escreveu ao seu "filho" Timóteo, encorajando-o a não "negligenciar o dom" (charisma) que lhe foi dado, através da profecia e imposição de mãos (1 Timóteo 4:14). Novamente, em 2 Timóteo 1:6, o Apóstolo escreveu para que Timóteo despertasse (ou "mantivesse vivo") o "charisma", o dom, que ele tinha recebido através da imposição dos mãos do Apóstolo.

Vamos determinar que exerceremos, administrando fielmente, o dom que Deus nós deu para glorificar o Seu filho Jesus. Não podemos negligenciar o nosso dom, talvez precisaremos até despertá-lo de novo.

Seu dom não vai ser igual a outros. Você tem uma expressão única da "multiforme graça de Deus", que o mundo desesperadamente precisa ver. Não tenta imitar pregadores famosos ou pastores poderosos. Seja quem você é, iluminado pela luz de Cristo, refletindo a Sua glória neste mundo.

Vamos glorificar Ele com nossos "charismas", nossas pequenas expressões da graça de Deus.


Pr Paul David Cull
www.avivamentoja.com


Deixe seus comentários sobre esta matéria em nossa comunidade online.


Envie para um amigo      Última atualização desta página 13 de janeiro de 2013, às 05h25